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Corcovado, Um Gigante de Belezas Mil

Um cantinho e um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado
O Redentor que lindo
Quero a vida sempre assim com você perto de mim
Até o apagar da velha chama
E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor
O que é felicidade, o que é felicidade
(Corcovado - Tom Jobim)

      Corcovado, um gigante de gnaisses, aos olhos de um geólogo. Aos olhos de um poeta, é um gigante de belezas mil, um mar de inspirações, mar este que o Sir Antônio Carlos velejou por toda sua extensão. Hoje não irei falar do grande pedestal de Cristo, mas da canção, tão tenra, que tomou parte do repertório de saudosos intérpretes, como Frank Sinatra e Miles Davis..
      Nos meados dos anos 60, o mundo recebeu um presente tão belo quanto o monumento que o nomeava, Tom Jobim lançara a canção "Corcovado". No começo desta década, Tom admirava a vista  que tinha de seu apartamento, desta vista surgiu inspiração para uma obra prima, que até hoje é vista como um grande patrimônio, não só carioca, mas também de todos nós brasileiros, assim como o Cristo Redentor.
     Eis uma canção para se saborear bons momentos, seja numa roda de violão à fogueira, em um barzinho com um bom uísque, ou até mesmo naquelas horas solitárias de profunda reflexão. Então pegue seu Macallan (pode ser um Old Eight se a grana não der) e saboreie este som de um gigante da música:

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