Antônio Carlos
Brasileiro de Almeida Jobim, mais conhecido como Tom Jobim, foi compositor,
maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista, além de também
poeta.
Vinicius de
Moraes, conhecido como “Poetinha” (apelido dado a ele por Tom Jobim) foi
jornalista, poeta, cantor, dramaturgo, diplomata e compositor. Ambos têm algo
incomum: a paixão pela poesia e pela música.
Juntos foram fundadores do
movimento revolucionário na música brasileira chamado de “Bossa Nova”,
juntamente com João Gilberto, e essa parceria não poderia resultar em outra
coisa que não fosse nos privilegiar com as mais belas e perfeitas canções.
Vinicius casou-se nove
vezes, Tom duas. Os dois apreciavam um bom charuto e cigarro e não resistiam a
um bom uísque.
"Dinheiro é bom para
comprar uísque, charuto e pagar o aluguel" (palavras ditas por Jobim atribuindo
a frase a Chico Buarque).
“O uísque é o melhor amigo
do homem. É um cachorro engarrafado” (Vinicius de Moraes).
Vinicius sempre demonstrou
ser um homem apaixonado, e segundo Carlos Drummond de Andrade, ele foi o único
poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão, ou seja, da poesia em
estado natural.
Ele descrevia seus
sentimentos de uma forma tão forte que é possível sentir o que ele escreveu
através da leitura. Amor e Morte eram os pontos fortes de sua literatura, e
isso pode ser encontrado, por exemplo, no Soneto de Fidelidade:
“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”
Era também considerado conquistador, tanto que se casou inúmeras vezes, teve cinco filhos, mas sua única e fiel paixão foi a poesia.
“Amar,
porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.” (Vinicius
de Moraes)
Já Tom era mais tranquilo, casou-se poucas vezes, e se considerava um “amador
apaixonado”.
“Sabe o que é melhor que ser
bandalho ou galinha? Amar. O amor é a verdadeira sacanagem.” (Tom Jobim)
A ausência do pai, Jorge de Oliveira Jobim, durante a
infância e adolescência lhe impôs um contido ressentimento, desenvolvendo no
maestro uma profunda relação com a tristeza e o romantismo melódico,
transferido peculiarmente para as construções harmônicas e melódicas.
“Tristeza não tem fim
Felicidade sim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor...” (A felicidade, Tom Jobim)
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor...” (A felicidade, Tom Jobim)
A união desses ícones musicais resultou em composições que até hoje são
grandes sucessos no Brasil e no mundo, com direito até a interpretações internacionais.
E para quem gosta de uma boa música, temos Garota de Ipanema, composta em
homenagem a Helô Pinheiro, mas que se transformou num hino da música
brasileira. Curte aí!!!







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